brisa sufocante
Há dias a cidade não sabia o que era sol. Chovia incessantemente, alagando cada milimetro de tudo e todos. Ao acordar o sol tocou sua face e a queimou como água escaldante. O calor pertubara seu sono pela manhã. Com brutalidade um movimento molhado tirou o sono de seus olhos. A praia, ao atravessar a rua, estava mais convidativa que nunca. Uma corrida, descalça os chinelos. E numa brisa suave roda e cai como bêbada numa corrente que a leva pra longe, e se afoga num mar de sal, de lágrimas.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008 @